Suplementos Minerais Protéicos

Entre as gramíneas tropicais mais usadas para pastagens no Brasil se destacam as braquiárias. Tanto a decumbens como a brizantha, apresentam digestibilidade próxima dos cultivares de “panicum” mais usados (colonião, tanzânia e mombaça), mas os teores de minerais e de proteína são inferiores. A principal razão é que elas são menos exigentes do que os “panicum” e geralmente usadas em solos menos férteis. A braquiária humidícola é a menos exigente em termos de fertililidade de solo, e entre as braquiárias, é a que apresenta menor potencial de valor nutritivo (digestibilidade e teores de minerais e proteína).

Um ponto importante é ter em mente que não existe capim ruim, existe sim capim mal usado quanto à adaptação às condições de solo e clima, quanto ao manejo e quanto à suplementação adequada dos nutrientes deficientes.

O uso de suplementos minerais protéicos é uma evolução em relação ao uso da uréia durante o período seco. O objetivo é suplementar adequadamente categorias animais mais exigentes, como animais em crescimento e reprodução (até 4 anos). Portanto, o uso desses suplementos, além de atender as exigências de minerais, visa a atender de maneira mais adequada, microorganismos do rúmen quanto à exigência de proteína degradável.

Para atender diferentes condições práticas quanto a categoria animal e época do ano, foram desenvolvidos vários suplementos minerais protéicos.